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28 de junho de 2022

Além do orgulho: o que estamos fazendo pela causa LGBTQIAP+?

Desde a década de 60, o mês de junho é celebrado como o Mês do Orgulho LGBTQIAP+, um movimento que promove a diversidade. Em todo o mundo, o dia 28 de junho é a data escolhida para marcar a luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAP+. Um dia marcado por ações de conscientização e muitos discursos sobre inclusão. 

O grande apelo da comunidade, no entanto, é para que tudo isso não fique restrito a um único dia e mês no ano. O que de fato estamos fazendo para deixar o mundo onde vivemos mais igualitário? Essa pergunta passa inclusive pela responsabilidade que as empresas e marcas tem sobre este assunto. Você já se perguntou qual é a realidade dos profissionais LGBTQIAP+ no mercado de trabalho?

Os desafios profissionais da comunidade

O cenário do mercado de trabalho para profissionais LGBTQIAP+ nunca foi fácil. Segundo pesquisa da consultoria Mais Diversidade sobre as questões pessoais e profissionais da população LGBTI+:

  • 39% dos profissionais preferem falar explicitamente sobre orientação sexual e identidade de gênero com pessoas mais próximas, ao invés da sua liderança;
  • Sobre o que é mais importante para o profissional LGBTI+ no trabalho, em primeiro lugar vem o ambiente inclusivo (74%);
  • Em segundo, mais referências LGBTI+ entre executivos e executivas (54%);
  • E oportunidades de desenvolvimento de carreira (45%);
  • Para a população trans, especificamente, em segundo lugar vem o desenvolvimento de carreira (58%) e depois as referências entre executivos (37%).

Já no estudo conduzido pela consultoria Santo Caos, foi constatado que 61% dos funcionários LGBT’s no Brasil escolhem esconder de colegas e gestores a sua orientação sexual por receio de represálias e possíveis demissões. 

De acordo com um levantamento realizado pelo LinkedIn, 35% dos profissionais da comunidade já sofreram algum tipo de discriminação na empresa. Piadas e comentários homofóbicos são os mais citados, por isso, muitos evitam expressar sua sexualidade para não ser alvo ou para evitar um impacto negativo em sua posição atual no trabalho.

Desemprego e fome

De acordo com estudo feito pela plataforma #VoteLGBT com a Box1824, seis em cada 10 pessoas  LGBTQIAP+ tiveram redução da renda ou perderam o emprego por causa da pandemia. Com isso, 41,53% da população  LGBTQIAP+ está em situação de insegurança alimentar. Em relação às pessoas trans, o percentual sobe para 56,82%.

Mas a pandemia só piorou um cenário que já era crítico. O mapeamento da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo aponta que apenas 13% das travestis e 24% das mulheres transexuais moradoras da cidade declararam possuir trabalho formal.

E fica ainda pior. Em uma pesquisa realizada pelo jornal G1 apontou que 38% das indústrias e empresas brasileiras têm restrições para contratar pessoas da comunidade LGBT. 

Os números acima são apenas um recorte do preconceito que ainda ocupa muitas cadeiras nas empresas do Brasil. Mas então, o que pode ser feito? 

Um dia de orgulho e atitude

O Dia do Orgulho LGBTQIAP+ não é apenas uma data no calendário. Organizações e porta-vozes da comunidade aproveitam a atenção recebida neste dia para dar voz a quem precisa, para levantar as bandeiras da causa, cobrar ações do governo e do setor privado. 

Segundo o gestor de Gente e Cultura da Prospecta, Marcus Ferraz, as ações realizadas no mês de junho são valiosas no meio corporativo. “É uma oportunidade para todos que desejam entender esse universo. Se por um lado já temos mais empresas abertas à comunidade, ainda temos 61% das pessoas escondendo sua orientação sexual no trabalho por medo”, confirma o gestor. 

Marcus explica que existe um movimento no mercado para que as empresas “saiam do armário”. Um desafio que ainda esbarra no preconceito já que 33% das empresas do Brasil não contratariam para cargos de chefia pessoas LGBTQIAP+.

“Cabe aos empresários, gestores e líderes assumir seu papel nesse cenário de mudança. E não estamos falando de sair às ruas e fazer um levante. Com ações simples e de fato inclusivas é possível mudar o mercado de dentro pra fora - primeiro dentro de casa, acolhendo, educando. E com isso, vamos aos poucos mudando também a sociedade”, garante Marcus.

Na Prospecta, a diversidade sempre fez parte dos valores da empresa. Hoje, com pouco mais de 80 colaboradores, 55% do nosso time é formado por profissionais LGBTQIAP+. Além disso, as mulheres representam 47% dos colaboradores e ocupam 67% dos cargos de liderança. 

Tudo isso reflete no clima organizacional e na produtividade. Em uma pesquisa interna, 94% dos Prospectanos sinalizaram que indicariam a Prospecta como um excelente lugar para se trabalhar. 

Dar voz para a comunidade

Para somar mais vozes ao mês do Orgulho LGBTQIAP+, a Prospecta quis ouvir e dar voz ao seu time. Por isso, nos últimos dias convidamos representantes da comunidade e colaboradores para dar seu depoimento: 

Ao todo, cinco vídeos foram publicados nas redes sociais. O resultado foi incrível! Em apenas sete dias tivemos:

  • 17,6 mil contas alcançadas;
  • 18,7 mil impressões;
  •  353 comentários;
  • 455 compartilhamentos.

O sucesso não se deve apenas ao alcance que os vídeos alcançaram, mas ao papel social que estão cumprindo ao esclarecer a realidade e os sentimentos da comunidade LGBTQIAP+, além de contribuir com aqueles que ainda enfrentam desafios pessoais no trabalho, em casa e na sociedade.

Se você perdeu os vídeos, aproveite para assistir agora. É só clicar aqui!

Para colocar em prática

Nos últimos anos, empresas e marcas já reconhecidas pelo grande público passaram a adotar e investir em projetos sociais que incentivam o empreendedorismo da comunidade LGBTQIAP+. Companhias como C&A, Itaú, 3M e Adidas,  são algumas das organizações que focaram seus esforços neste sentido. 

No entanto, não é necessário ser um “gigante” no mercado para adotar medidas assim. Na verdade, quanto mais empresas, gestores e empreendedores assumirem esse compromisso, mais fácil será reduzir um número alarmante: a taxa de desemprego entre as pessoas que integram a comunidade é de 21,6%, quase o dobro do índice total no Brasil que é de 12,2%, segundo o IBGE.

As ações para não fazer parte dessas estatísticas são simples e podem ser colocadas em prática por empresas de todos os tamanhos e segmentos:

  • Crie um Comitê de Diversidade que possa abordar o assunto e promover ações educativas na empresa;
  • Promova um ambiente de trabalho seguro, com uma cultura corporativa inclusiva que preze pelo respeito e puna atitudes LGBTfóbicas;
  • Respeite o nome social: confirme com o colaborador por qual nome e gênero prefere ser tratado(a);
  • Assegure equidade nas promoções e no reconhecimento do desempenho profissional;
  • Garanta que a comunicação interna informe o posicionamento da empresa para que o time seja constantemente instruído e esclarecido acerca da diversidade;
  • Busque programas de apoio e engajamento para a liderança LGBT.

Preconceito custa caro

São muitas as pesquisas que atestam os benefícios internos para as empresas que adotam ações e promovem a diversidade de gênero. Mas as vantagens são também econômicas. Segundo estudo da McKinsey & Company, marcas com diversidade de gênero têm 15% a mais de chances de ter rendimentos acima da média

Já uma pesquisa realizada pela Harvard Business Review, aponta que empresas que possuem um ambiente de diversidade contam com colaboradores 17% mais engajados e dispostos a irem além das suas responsabilidades. Além disso, os conflitos reduzem em 50% quando há diversidade no ambiente de trabalho.

Em resumo, promover a diversidade - o ano todo e não apenas no mês do Orgulho LGBTQIAP+ - é essencial para o crescimento do negócio em termos de produtividade e maiores lucros, além de colaboradores mais realizados e de uma sociedade cada vez mais justa. 

Custa mais caro fechar os olhos para as mudanças que estão acontecendo em todo o mundo.  

Glossário

Você ainda fica na dúvida sobre termos e palavras do universo LGBTQIAP+? Saiba que mais do que uma sigla, cada letra representa os diferentes tipos de orientações sexuais e identidade de gênero. Mais que isso, essas letras representam a luta de toda comunidade para assegurar seus direitos e suas vidas. Aproveite este post para aprender mais!

(Informações obtidas na página da consultoria Mais Diversidade)

SEXO BIOLÓGICO: características do sexo físico com as quais a pessoa nasceu e desenvolveu, incluindo órgãos genitais, forma do corpo, tom de voz, hormônios, etc.

IDENTIDADE DE GÊNERO: como a pessoa se percebe, o entendimento que tem de si mesma e como gostaria de ser reconhecida independentemente de seu sexo biológico, um ser humano pode ter a identidade de gênero de mulher, de homem, travesti ou ainda outras identidades não-binárias, reforçando que esta é uma construção social e não uma determinação biológica. Dentre as diversas identidades de gênero, é essencial entender uma diferença importante:

  • Pessoa cis: identifica-se com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento.
  • Pessoa trans: não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento.

QUEER: termo usado para representar as pessoas que não se identificam com padrões heteronormativos impostos pela sociedade e transitam entre os gêneros, sem concordar com rótulos ou que não queiram definir seu gênero ou orientação sexual.

EXPRESSÃO DE GÊNERO: maneira como a pessoa expressa seu gênero em sociedade, desde o uso de roupas e acessórios até detalhes físicos, como os gestos, as atitudes e o timbre de voz.

ORIENTAÇÃO AFETIVO-SEXUAL: atração afetiva e/ou sexual, e involuntária, que uma pessoa manifesta em relação à outra.

  • Heterossexual: quem sente atração afetiva e/ou sexual por pessoas do gênero oposto.
  • Homossexual: quem sente atração afetiva e/ou sexual por pessoas do mesmo gênero, como gays e lésbicas.
  • Bissexual: quem sente atração afetiva e/ou sexual por pessoas demais de um gênero. 
  • Assexual: de forma geral, considera-se assexuais as pessoas que não performam sexualidade. Porém, existem diversas características da assexualidade — pessoas que se apaixonam (românticos) e o espectro das que não têm interesse nenhum em uma relação romântica (arromânticas). Existem também os assexuais que sentem atração sexual a partir de uma condição. Um exemplo é a demissexualidade: aquelas pessoas que só sentem atração sexual se têm algum tipo de sentimento pela pessoa, seja de afeto ou paixão.
  • Pansexual: são pessoas que sentem atração sexual, amorosa ou afetiva por pessoas de qualquer sexo, identidade de gênero ou orientação sexual, incluindo indivíduos não-binários.
28 de junho de 2022

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